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As Soluções Tecnológicas não vão salvar o nosso planeta

*No seu último livro, Como evitar um desastre climático: As soluções que temos e as inovações necessárias, o cofundador da Microsoft, Bill Gates, expõe um plano para deter o aquecimento global através da redução a zero da emissão de gases de efeito estufa. Um facto que parece um pouco irónico vindo de um dos maiores emissores1, cujo “guilty pleasure” é viajar em jatos privados, e que participou numa licitação para adquirir a maior empresa do mundo de serviços de jatos privados.2

Mas esta contradição, isto é, o facto querer suavizar um grave problema enraizado com uma solução superficial, não é incomum vindo de Gates, sendo que um olhar mais atento sobre os seus investimentos milionários, as suas parcerias com companhias bilionárias, e a sua agenda política demonstram pouca coerência com os objetivo de combater as alterações climáticas, ajudar a aliviar a fome mundial, ou a diminuir a pobreza mundial.

A influência incomparável de Gates demonstra não só o poder extraordinário da sua riqueza, mas também uma convergência da sua filantropia, das suas empresas privadas, e de instituições internacionais para moldar a política e o desenvolvimento de terrenos de acordo com os seus próprios interesses. Mas esta moldagem, enquanto aparentemente justificada por uma causa nobre humanitária e ambiental, continua, pelo contrário, a forçar um paradigma falhado de industrialização e de concentração de empresas sob a ideia falsa de necessidade de inovação tecnológica.

Enquanto há pouca dúvida de que estamos a viver momentos de acumulação de crises, o impulso para o percurso de novas inovações tecnológicas, que são vistas como a única solução dos problemas mundiais, está rapidamente a tornar-se o único mecanismo para o fazer. Isto é feito através da ocultação das causas na raiz das crises que enfrentamos, e de como se continuarmos a percorrer este caminho só irá exacerbar a crise atual. Mas esta ocultação das verdadeiras soluções sistémicas não é uma negligência acidental por parte do setor bem-intencionado de inovações tecnológicas. Pelo contrário, é o resultado dessas mesmas empresas gigantes e das estruturas de poder que criaram a crise atual de forma a nos vender as suas “soluções” propostas.

O relatório “Gates to a Global Empire” – Portões para um Império Global” (outubro 2020), coordenado pela Navdanya International, ilumina os riscos do capitalismo filantrópico. Esta emergência democrática é analizada detalhadamente por peritos e pelos líderes dos movimentos civis sociais.

Esta mentalidade de solucionismo tecnológico está patente em todas as iniciativas da Fundação de Bill e Melinda Gates (FBMG) que, devido à sua natureza, acaba por negar as verdadeiras soluções para as alterações climáticas. Esta iniciativas, concessões e programas de desenvolvimento cobrem uma vasta área – que engloba a alimentação, a agricultura, a semente, a saúde, as alterações climáticas, a educação, os media, as infraestruturas e a energia, tal como demonstrado no Relatório “Gates to a Global Empire” – Portões para um Império Global” de Navdanya Internacional3– e tecem uma teia complicada de poder e influência internacional para garantir certos interesses. Com o peso do investimento capital proveniente do Fundo da Fundação de Gates e da sua riqueza pessoal, conjugando com as plataformas de media públicas que compraram, Bill e Melinda Gates definem a agenda de todos estes diferentes setores com pouca ou nenhuma responsabilidade. No final, isto resulta no alinhamento da opinião pública com os investimentos das empresas privadas, e políticas internacionais e estatais, na abertura de novos mercados através do alinhamento de políticas e situar coinvestimentos em nome do “desenvolvimento”.

Gates e os líderes mundiais na conferência sobre as alterações climáticas em Paris, 2015 – © Ian Landson

Um exemplo fulcral é como ele espalha a sua autoridade da agenda sobre a saúde global ao investir em instituições internacionais de saúde, como a Organização Mundial de Saúde (OMS), a quem a Fundação de Bill e Melinda Gates fornece cerca de 20% dos fundos da instituição.4 Ele tem como objetivo controlar a educação e os media através da fundação de estabelecimentos de pesquisa como a Universidade de Cornell5 e a Universidade de John Hopkins, enquanto fornecem concessões generosas a jornais proeminentes6 como o The Guardian, o BBC e o Al Jazeera, de forma a que estes publiquem as histórias de acordo com as suas narrativas.

Apesar do seu pronuncio para ajudar a combater as alterações climáticas Gates também investe diretamente na indústria de combustíveis fósseis.7 Ele é o maior acionista8 numa das maiores empresas do Canadá de petróleo e de gás, a Canadian National Railway (O Caminho de Ferro Nacional do Canadá), enquanto a Microsoft também tem ligações diretas a indústrias do petróleo e do gás. Tal como foi explicado pelo ECT em “O Sugar Daddy da Geoengenharia”9 Gates tem sido um dos maiores apoiantes da geoengenharia extrema (“tecnologias miraculosas”) como as Técnicas de Remoção de Dióxido de Carbono (RDC), Geoengenharia Solar e muitas outras técnicas juntamente com a indústria de combustíveis fósseis, há mais de uma década. Técnicas estas que podem potencialmente levar a dano desastrosos no sistema ambiental e dos ciclos naturais do planeta.

A Imposição de um Modelo Agrícola Falhado

Um dos maiores setores onde os interesses de Gates no mercado privado, e no poder sobre este, se destacam é no seu impulso para uma transformação agrícola. A Fundação de Gates tem impulsionado novas tecnologias e um modelo agrícola industrial durante décadas, sob o disfarce de acabar com a fome mundial e com as alterações climáticas.

Em 2008, Gates tentou ressuscitar o modelo falhado da Revolução Verde, de 1960, em África através do lançamento do programa AGRA10 (Aliança para uma Revolução Verde em África) onde encorajava agricultores a optarem por monoculturas comerciais em grande escala e promovia fertilizantes sintéticos, pesticidas e uma elevada produtividade ou sementes OGM. A pesquisa de Timothy Wise explicada no relatório “Portões/Gates para um Império Global”11, demonstra como 15 anos depois não há provas de que os objetivos estabelecidos com o AGRA tenham resultado em melhorias significativas na produtividade, pelo contrário, provocou um aumento de 30% no número de pessoas a sofrer com pobreza extrema nos países do AGRA. Demonstrando uma evidência direta do falhanço desta iniciativa.

Fonte: AGRA

Enquanto muitos têm criticado este falhanço do AGRA, este não é o único exemplo das tentativas de Bill Gates de controlar os terrenos dos agricultores. Em janeiro de 2020, a Fundação de Bill e Melinda Gates lançou o AG One12 um novo instituto de pesquisa cujo objetivo é “empoderar pequenos agricultores com ferramentas baratas de alta qualidade, tecnologias e recursos que eles necessitam para saírem da pobreza”. O objetivo é promover técnicas da Revolução Verde juntamente com novas inovações tecnológicas, como tecnologia sensorial e de dados, a genérica dirigira, os OGM, modelos preditivos de inteligência artificial, e por aí fora, de forma a aumentar a produtividade das colheitas em África, na Ásia e na América Latina, com o nome de Ag Tech13. Com o lançamento da Ag Tech também foram anunciadas parcerias com o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), a Microsoft, a Bayer, a Corteva e a Syngenta, juntamente com a Fundação de Bill e Melinda Gates (FBMG), aumentando a perigosidade desta aliança em firmas de agricultura industrial e biotecnologia na América Latina.

A FBMG foca-se clara e orgulhosamente nestas parcerias e no constante impulsionamento do paradigma de agricultura industrial. Por exemplo, o entusiasmo de Gates com fertilizantes químicos é bem conhecido, Segundo ele, fertilizantes são uma “invenção mágica que pode ajudar a retirar milhões de pessoas da pobreza”14, apesar de os cientistas dizerem que estes emitem uma quantidade perigosa de gases com efeito estufa (GEE)15 e são conhecidos como poluentes ambientais. Gates também vê as sementes GM como uma “solução técnica necessária” para o desenvolvimento agrícola que poderia “acabar com a fome em África”16 não obstante as suas falhas conhecidas, tal como as suas consequências ambientais, sociais e sanitárias devastadoras. Ele também expressou publicamente o seu apoio em métodos de edição genética, muito problemáticos17, como o CRISPR- Cas9, em que ele investiu milhões18.A sua fundação também financia fortemente os centros do Grupo Consultador para Pesquisa Internacional Agrícola (GCPIA), que recebem cerca de 70%19 dos investimentos em pesquisa agrícola da FBMG, fazendo Gates o segundo maior doador do GCPIA. Estes investimentos dão a Gates uma quantidade considerável de influência, permitindo assim que ele molde a agricultura global e o desenvolvimento da agenda política, e serve como uma forma conveniente de abrir novos mercados para negócios agrícolas e de biotecnologia, onde outrora não havia lucro ou eram de difícil alcance. O alinhamento politico nestes países e estes setores garantem, à posteriori, um retorno dos investimentos de Gates.

Uma Comissão Global de Adaptação

Uma das formas que Gates força silenciosamente a sua visão e agenda é através da Comissão Global de Adaptação20 uma comissão internacional cofundada por Gates que impulsiona soluções tecnológicas de adaptação e mitigação das alterações climáticas, através de coisas como o preenchimento do “hiato de dados” do mundo sul através da agricultura digital.21 Por exemplo, as recomendações políticas e documentos de posição da Comissão levou, em 2018, a um relatório escrito pelo IICA e pelo GCPIA22 onde afirmavam, sem rodeios, que “a adaptação às alterações climáticas na agricultura é dependente do aumento de investimento nos sistemas modernos agrícolas”. O relatório foi ativamente apoiado pelos lideres da altura da Comissão Global.

A Comissão Global Sobre Adaptação, co-fundada por Gates, força as soluções tecnológicas para as alterações climáticas – Fonte: GCA

Entre os fundadores da comissão também estava Kristalina Georgieva, a diretriz administrativa atual do Fundo Monetário Internacional (FMI) e antiga diretriz executiva do Banco Mundial; e o antigo oitavo secretário geral das NU, Ban-Ki Moon. A comissão tem 22 países convocados e é apoiada por um leque de ministros e ministérios estrangeiros, políticos, lideres de desenvolvimento de bancos e desenvolvimento de associações, lideres das NU, líderes ou antigos líderes de governos. Desde o final do seu mandado em 2020, o quadro de diretores já não inclui diretamente Gates, mas ainda inclui atores que continuam próximos da agenda de Gates. Estes incluem Roger Voorhies, o Presidente da Divisão de Crescimento e Oportunidade Global da FBMG e o líder do Ag One. Tal como Feike Sijbesma – CEO23 atual e presidente honorária da DSM, uma empresa de biologia sintética e de produtos alimentares falsos fundada pela Breakthrough Energy Ventures.

Breakthrough Energy Ventures: A Porta Giratória dos “Super Emissores”

Enquanto o impulso político para o paradigma industrial ocorre através do desenvolvimento de iniciativas e de persuasões políticas, onde este jogo de criação de lucros dos milionários e as parcerias com corporações é proeminente no maior fundo de investimentos pessoais de Gates: a Breaktrhough Energy Ventures. Agora a surgir na ribalta como um símbolo do comprometimento de Gates com solução das alterações climáticas, este fundo de investimentos é apoiado por outros filantrocapitalistas24 e bilionários como Jeff Benzos, Mukesh, Ambani, Michael Bloomberg, Richard Branson do Grupo Virgem, Reid Hoffman do Linkedin, Jack Ma of Alibaba, antigo comerciante e gerente de fundos de Eron que se tornou filantrópico, John Arnold, entre outros nomes conhecidos.

Breakthrough Energy Ventures é apoiada por diversos bilionários e capitalistas filantrópicos, incluindo (começando pela esquerda): Bill Gates, Richard Branson, Mark Zuckerberg, George Soros, Jeff Bezos – Fonte: Great Game India

Entre as múltiplas startups fundadas pela empresa Breakthrough Energy Ventures, sete estão envolvidas em áreas de alimentação e agricultura, especificamente através do desenvolvimento e da venda de biologia sintética e produtos criado biotecnologicamente. Enquanto estas companhias starup usam a retórica de preocupados com o ambiente promovendo “soluções sustentáveis para as alterações climáticas”, quando olhamos mais atentamente é possível observar que as equipas destas empresas são compostas por elementos da antiga DuPont, da Monsanto, da Fundação de Bill e Melinda Gates, da PepsiCo, e executivos da Microsoft. Erguendo a seguinte questão: como podem as pessoas que estão envolvidas nas empresas que criaram a nossa crise sanitária, ecológica e climática, estarem também qualificadas para nos vender a “solução” para esta crise?

Um exemplo direto desta sobreposição entre a alimentação e agricultura industrial e as novas empresas com um paradigma tecnológico, é a Motif Foodworks25uma empresa sintética de biotecnologia que trabalha na criação e venda de “alternativas baseadas em plantas” para substituir a carne e laticínios, tal como criar produtos alimentares e ingredientes finalizados. A startup afirma-se como sustentável ao referir a sua desnecessidade de terrenos, de entradas agrícolas e de recursos externos intensivos, enquanto fornecem uma nutrição melhorada. Eles têm uma parceria exclusiva com uma conhecida empresa sintética biotecnológica, também fundada por Gates, a Ginkho Bioworks26 que cria produtos para empresas farmacêuticas, tais como a Moderna, químicos industriais, e ingredientes industriais para a alimentação, tal como a Motif Foodwoks. A Ginkgo Bioworks também foi envolvida numa parceria de 100M$ com a Bayer para desenvolver micróbios fertilizantes sintético-biológicos. Mas esta não é a única ligação que a Motif FoodWords tem com empresas de alimentação e agricultura industrial. Todos os líderes da empresa27 – desde o CEO, o Diretor Comercial (DC), e o Diretor Técnico (DT) já trabalharam na DuPont e na PepsiCo. O seu chefe de Assuntos Regulatórios, Governamentais e Industriais também passou oito anos como Diretor de Advocacia Global em Monsanto, outros nove como Diretor de Assuntos Regulatórios Corporativos na Dupont e quatro como VP da Ciência e de Assuntos Regulatórios na CropLife. O seu maior conselheiro é a antiga CEO da PepsiCo, Indra Nooyi. O mesmo se aplica à empresa Breakthrough que fundou startups como a Nature’s Fynd28 ou a Biomilq29, onde a executiva do desenvolvimento de Gestão de Produto e de Negócios, Rachel Lee, foi diretriz de Estratégia na BMGF, cofundadora da Biomilq, e fez um estágio na BMGF no ano em que a sua empresa foi fundada.

Este padrão repete-se com outra empresa da Breakthrough Energy Venture, a Pivot Bio, que procura substituir fertilizantes sintéticos de nitrogénio por monoculturas com micróbios sintética e biologicamente projetados com fixadores de nitrogénio. A empresa recebeu um investimento de 70 milhões de dólares por parte da Breakthrough em 2017, e depois outro investimento de 100 milhões de dólares30 no verão de 2020. Aqui todos os executivos de topo são antigos executivos da DuPont ou da Monsanto: Desde o Diretor Técnico que passou 30 anos na DuPont e no desenvolvimento industrial de óleo de sementes da DuPont Pioneer; o VP dos Assuntos Regulatórios e Governamentais que passou 27 anos na DuPont como antigo chefe dos Assuntos Governamentais e o líder de negócios de troca; o VP de Desenvolvimento do Produto passou 37 anos no Monsanto; o VP de comunicações liderou a equipa de comunicações globais para a DuPont Pioneer, e o VP das Operações Comerciais promoveu a adoção de biotecnologia enquanto trabalhava no departamento de marketing da DuPont e da DuPont Pioneer. Para não mencionar que Cooper Rinzler é, simultaneamente, Diretor da Pivot Bio e membro do Quadro de Diretores da Breakthrough Energy Ventures.

Além dos múltiplos problemas com o desenvolvimento e aplicação de produtos biológicos sintéticos na alimentação e na agricultura, o voo dos executivos das antigas empresas de agricultura industrial, para as novas startups biotecnológicas assinala o próximo itinerário da concentração da agricultura industrial e da expansão de Mercado, mas não de soluções sustentáveis “climaticamente inteligentes”. Especialmente por os membros das mesmas empresas que continuamente negaram os efeitos graves das suas inovações alimentares e agrícolas, estão, agora, a vender-nos soluções igualmente arriscadas, míopes e não testadas para os problemas que as suas empresas criaram. Para não mencionar a óbvia repetição do padrão de conflito dos interesses presentes neste setor incestuoso. Esta é a razão pela qual não é surpreendente que a Breakthrough Energy Ventures tenha também um conjunto de ferramentas políticas ativas31. A Breakthrough não se vê como uma empresa de investimentos privados, mas também está envolvida em advocacia política de forma a certificar-se que as suas inovações têm espaço no mercado. Uma coerência com a estratégia de Gates de moldar a opinião pública através dos media, e a criação de um novo programa jornalístico, liderado pela antiga jornalista do jornal Wall Street, Amy Harder, também está em desenvolvimento. Mas, enquanto estes fatores estão propositadamente ocultados, a indústria envolvida nas “dietas à base de plantas”, justificadas por serem “climaticamente inteligentes”, é vista como uma “dieta sustentável” que está a começar a crescer.

A Falsa Promessa de Alimentos Falsos

Uma das promoções mais recentes de Gates é a sua prescrição de alimentos sintéticos para países desenvolvidos, como forma de combater as alterações climáticas. Numa intrevista recente com o MIT Technology Review32, Gates diz que considera que “todos os países ricos deveriam consumer carne 100% sintética”. A alimentação falsa substitui produtos de origem animal, por alimentos altamente processados, criados em laboratórios, como falsa carne, falsos lacticínios, ou ovos falsos. Isto é possível devido a inovações tecnológicas, como biologia sintética, que envolve a reconfiguração do AND de um organismo para criar algo completamente novo. Por exemplo, empresas de carne de origem vegetal como a Beyond Meat e a Impossibel Foods usam a sequência codificada do AND da soja ou de ervilhas para criar um produto que tem a aparência e o sabor de carne. Algumas empresas também estão a investir em carne baseada em células33, criada através das células de animais reais, mas ainda não chegou ao mercado.

Cada vez mais firmas se têm envolvido neste mercado crescente, como a Motif Foodworks (carne de base vegetal e alternativas aos laticínios), a Ginkgo Bioworks (micróbios construídos à medida), a BioMilq (leite materno criado em laboratório), a Nature’s Fynd (carne criada a partir de fungos e alternativas aos laticínios), a Eat Just (substitutos de ovos feitos de proteínas vegetais) ou a NotCo (produtos animais de base vegetal criados a partir da inteligência artificial), nomeando algumas. Os gigantes da indústria de carne industrializada também estão a beneficiar deste aumento do mescado. Os produtores de carne, como a Tyson Foods (que investiu na Memphis Meats e na Future Meat Technologies, em que ambas criam substitutos em laboratório para a carne), a Nestle, a Cargill, a Maple Leaf Foods ou Perdue Farms estão a prosperar nesta tendência de vender produtos como salsichas, hambúrgueres ou carne picada feita com proteína de ervilha ou soja. Todas estas empresas têm o apoio de bilionários bem classificados e investidores da Big Tech, só Bill Gates já investiu 50 milhões de dólares na Impossible Foods e financia ativamente a Beyond Meat, a Ginkgo Bioworks, e a BioMilq, como supramencionado.

A perpetuação de práticas ecologicamente destrutivas

Os advogados da alimentação falsa vêm-na como a verdadeira solução para as alterações climáticas e para a degradação ambiental, enquanto também “passam a ferro” as preocupações de bem-estar dos animais. Por exemplo, a Impossible Foods34 declarou que os seus produtos de carne de base vegetal precisam 96% menos de terra, 87% menos de água e emitem 89% menos gases de efeito estufa do que os produtos animais convencionais.

Contudo, a alimentação falsa tem uma pegada de carbono maior do que proteínas vegetais menos processadas35.Substitutos de base vegetal são cerca de sete vezes mais intensivas nos Gases de Efeito Estufa do que os legumes como um todo. Carne baseada em células também emite mais Gases de Efeito Estufa do que produtos de base animal, como o porco e as aves. Pesquisas recentes até sugerem que a longo prazo, o impacto ambiental de carne criada em laboratório36 pode ser maior do que o do gado.

Além disso, a alimentação falsa é anunciada como “amiga do ambiente”, e, no entanto, é feita com proteínas de ervilhas, soja, ou milho que estão a ser cultivadas numa grande escala industrial, dependendo do cultivo, de monoculturas, de pesticidas tóxicos e, frequentemente, de OGMs. O Impossible Burger é criado com um OGM de Roundup (organismo resistente a herbicidas) pulverizado com soja, levando a uma devastação ecológica enorme37. Os níveis totais de glifosato detetado pelos Laboratórios do Instituto de Pesquisa de Saúde, no Impossible Burguer , foi de 11.3 ppb, tornando o seu consumo altamente perigoso38,sendo que basta 0.1ppb de glifosato para destruir uma bactéria intestinal, causar dano em órgãos vitais, como o fígado e os rins, causar anomalias reprodutivas ou até tumores, sendo que o glifosato é também “provável de causar cancro em humanos”. Amplamente, a dependência de pesticidas está diretamente ligada a problemas de saúde crónicos a longo prazo para os consumidores e os agricultores.

Outras empresas como a Beyond Meat39, que vendem os seus produtos como sendo “mais limpos”, pois estão livres de ingredientes geneticamente modificados, ainda admitem não ser orgânicos40, e ainda dependem fortemente de monoculturas e de pesticidas. Ironicamente, estas alternativas de carne de base vegetal, que afirmam salvar os animais, a água e o ambiente estão, na verdade, a contribuir diretamente para um sistema alimentar que está a ameaçar a biodiversidade global, a destruir flora e fauna marinha, a alterar os solos, e a poluir as fontes de águas subterrâneas41.Além disto, as redes de fornecimento42 destas empresas de alimentação falsa requerem transporte excessivo de combustíveis fósseis43, tal com a maioria dos alimentos industrializados.

Os impactos na saúde de alimentos demasiado processados

Não só os alimentos falsos são danosos para o ambiente, como também podem sê-lo para a saúde humana. Os substitutos com base vegetal têm a probabilidade de ter um leque de consequências adversas na saúde a longo prazo44,devido ao facto de serem altamente processados e por conterem ingredientes como proteínas de ervilhas isoladas e óleo de canola.

Novos aditivos também criados através da biologia sintética estão a ser adicionados a estes produtos. Por exemplo, para fazer o Impossible Burguer “sangrar” como verdadeira carne, a molécula “heme”, que provém da leghemoglobina de soja, um colorante produzido e engenhado geneticamente no fermento, é adicionada. De acordo com o Centro de Segurança Alimentar, o FDA não conduziu um teste a longo prazo adequado45 antes de aprovar o aditivo da cor em 2019, e, após um ensaio a curto prazo com ratos46, vários efeitos severos foram detetados como mudanças no aumento de peso, mudanças no sangue que pode indicar inflamação ou doença renal, disrupções no ciclo reprodutivo e possíveis sinais de anemia. Apesar da falta de provas de que o aditivo é seguro, os produtos da Impossible Foods que contêm “heme” geneticamente modificado estão a ser vendidos nos supermercados dos Estados Unidos, enfatizando como este ambiente desorganizado prefere o lucro empresarial e a influência sobre a saúde pública.

Todo o processo de isolar proteínas de base vegetal também pode ter consequências perigosas47 para a saúde humana. Muitos são os anti nutrientes presentes na soja que podem produzir efeitos danosos na saúde, tal como perturbações digestivas, desequilíbrio hormonal, doenças autoimunes, obesidade, condições neurológicas, ou reações imunológicas. Especialmente sendo que a proteína da soja e da ervilha que é principalmente usada na maior parte da carne de base vegetal é altamente processada através de alto aquecimento, extração química e isolação de proteínas, e agora alteração genética, causando composições que não são encontradas naturalmente nos alimentos.

Finalmente, produtos animais que são criados artificialmente por vezes têm falta de vários nutrientes ou benefícios naturais. Por exemplo, leite criado em laboratório, como o de BioMilq não podem modificar de acordo com as necessidades das crianças, da forma como o leite materno faz. Este não contém hormonas ou bactérias do bioma da mãe e, mais importante, não tem os anticorpos[1]48,que são vitais para os bebés.

As carnes de base vegetal, por outro lado, não preenchem os requisitos nutritivos que são preenchidos pelos alimentos animais verdadeiros. A simples adição de proteínas, vitaminas e minerais isolados na nutrição não confere os mesmos benefícios para a saúde49 do que quando estes nutrientes são ingeridos enquanto alimentos na íntegra, que contêm milhares de composições que agem em sinergia. Os hambúrgueres de base vegetal não são mais saudáveis do que produtos animais50incluindo a carne vermelha.

Patentear: criar lucro com a vida

Longe de acabar com as alterações climáticas ou a fome mundial, o patenteamento de tecnologias de alimentos artificiais torna-se mais um instrumento para as empresas e os bilionários lucrarem. Especialmente porque 20 patentes51 estão agora atribuídas à Impossible Foods, com cerca de 100 patentes adicionais pendentes52 de outros procuradores de carne falsa, desde o peixe até à carne. Não é surpresa que as grandes empresas de criação de plantas, como a Bayer vejam uma ótima oportunidade no crescimento da indústria das bases vegetais53.Num evento de investimento em 2019, no Misouri, Bob Reiter, o líder da Bayer do departamento de pesquisa e desenvolvimento, na divisão da ciência do cultivo, afirmou que as empresas de carne de base vegetal “estão a fornecer diferentes tipos de cultivos e que também poderiam criar uma oportunidade para nós, sendo uma empresa que é criadora de alimentos de base vegetal”.

© Seth J. Itzkan, Soil4Climate

Esta lógica de patentear também reduzem os animais e a natureza a uma “tecnologia improvável”, nas palavras de Pat Brown, CEO, e fundador da Impossible Foods. De acordo com ele54, “os animais têm sido apenas a tecnologia que temos usado até agora para produzir carne”. Isto significa que eles podem simplesmente ser substituídos por tecnologias mais eficientes, como a alimentação falsa. A alimentação falsa separa os humanos da natureza e a alimentação da vida. Mas precisamos de pensar além das nossas necessidades humanas e perceber as necessidades dos sistemas ecológicos em que estamos integrados. Não podemos falar da urgente crise ambiental sem transformar a nossa relação com a natureza.

A Incompreensão da Agricultura Regenerativa

A alimentação falsa altera o poder político outrora pertencente aos agricultores orgânicos e mercados locais, para empresas de biotecnologia. Esta negligencia o conhecimento local e indígena e culturas de alimentação diversa que têm evoluído aquando diversos ecossistemas. Além disso, ignora completamente as soluções oferecidas pelo movimento crescente da agricultura regenerativa. Enquanto as preocupações acerca da produção industrial de carne sejam legítimas, práticas de pastoreio de animais regenerativas55 podem, de facto, melhorar a biodiversidade, a saúde do solo e ativamente isolar o carbono no solo56 ao assear e fertilizar a vegetação e o solo. Tais modelos têm potencial para ajudar de forma sustentável a mitigar as alterações climáticas57,ou, pelo menos, não as exacerbar ainda mais, e para reparar os solos danificados, e os processos lentos de desertificação. Isto quer dizer que, em alguns casos, a carne de animais alimentados com erva pode ter uma pegada ecológica menor do que os hambúrgueres de base vegetal. Estudos realizados pela Quantis International demonstraram emissões de +3.5 CO2-eq/ por kg58 através de uma análise do ciclo de vida dos produtos da Impossible Burguer, comparando com -3.5 CO2-eq/ por Kg59 em carne produzida utilizando práticas regenerativas de pastoreio, significando que ao longo do ciclo de vida do animal, foi retirado mais carbono do que o que foi emitido.

Os investidores e advogados de alimentação falsa falham em ver como os verdadeiros problemas se devem ao modelo de agricultura industrializada, no lugar da produção de carne por si só. É necessária a inclinação na direção da necessidade de implementar práticas agroecológicoas e na diversidade agrícola60 de forma a assegurar um ambiente mais saudável e uma supremacia alimentar a nível mundial.

A alimentação falsa é uma solução falta, cujo objetivo é substituir a carne sem desafiar a indústria capitalista de alimentação e agricultora, virada para o lucro. Esta mentalidade explica o porquê de irmos ver em breve hambúrgueres da Beyond Meat nos menus de base vegetal do McDonald’s61, quando deveríamos estar a focarmos na necessidade de uma agricultura regenerativa verdadeira e uma alteração sistémica para proteger a natureza e a saúde das pessoas.

A Biodiversidade e a Agroecologia são as Verdadeiras Soluções para as Alterações

As alterações climáticas e as suas consequências bem verdadeiras não podem ser abordadas na totalidade sem se reconhecer o papel central do sistema alimentalr industrializado e globalizado na criação de uma crise climática, ao contribuir com 44% a 57% de todas as emissões de Gases de Efeito Estufa, através da desflorestação, de animais concentrados em operações de alimentação de animais (CAFOs), de embalagens de plástico e alumínio, de transportação de longa distância e do desperdício alimentar62.A continuação da industrialização, da globalização e, agora, da digitalização, tal como é promovido pela FBMG significaria continuar a promover sementes comerciais, o usos de químicos tóxicos, o desperdício elevado de água, equipamentos agrícolas enormes consumidores de gás e um sistema de produção e transporte global baseado em combustível fóssil, o que iria arriscar, diretamente, o aumento da contribuição dos GEE. Sem mencionar, como tem disso demonstrado durante os principais confinamentos devido ao Coronavirus e 2020, estes sistemas alimentares industrializados e globais também são significativamente mais vulneráveis a ruturas, algo que as alterações climáticas já estão a acelerar. Assim, a maneira como produzimos a nossa alimentação tem um papel importante na redução das emissões de GEE e na adaptação das alterações climáticas.

small>© Drona Chetri, Navdanya

Nós temos uma escolha de não continuar neste caminho que já destruiu a biodiversidade, as vidas dos agricultores e as economias rurais e está, agora, a ameaçar o fim do futuro ao destruir o nosso planeta. Especialmente, sendo que, existem outros caminhos que têm sido usados por agricultores durante cerca 10,000 anos que têm sido continuamente rejuvenescidos através dos sistemas diversos agroecológicos. Um caminho agroecológico que nos pode mostrar agora a direção mais ecológica para o futuro e está agora a ser usado por comunidades alimentares diversas e locais em todo o mundo, como forma de fazer ressurgir um novo paradigma de viver em harmonia com a natureza.

A agroecologia é baseada em princípios amplos e incluiu diversas formas de agricultura com a natureza e de rejuvenescer a biodiversidade, através de sementes reais, comunidades alimentares locais, sem o uso de químicos.

Desde a semente até à mesa, uma diversidade de movimentos é formada por uma variedade de atores, incluindo pequenos agricultores, jardineiros, organizações da sociedade civil, políticos cíveis, investigadores, e organizações internacionais. Este movimentos podem também surgir de várias formas, incluindo agricultura orgânica, permacultura, biodinâmica, agricultura regenerativa, a visão de Matsunuoba Fukukua de agricultura natural63,cadeias alimentares locais ou de zero kilómetros, modelos cooperativos de produção e de consumo, agricultura apoiada pela comunidade (AAC), mercados de agricultores, biodistritos64,jardins comunitários e escolares, quintas urbanas, bancos comunitários de sementes65,movimentos de comida lenta e recordar os alimentos tradicionais66 e esquecidos, tal como centenas de milhares de tradições agrícolas locais que têm evoluído ao longo do milénio. Todas estas iniciativas adaptam modelos agroecológicos a contextos locais, de forma a responder aos sistemas locais de necessidades, tradições e conhecimentos. Todas estas tradições e iniciativas preocupam-se primeiramente com as pessoas e com o terreno, e colocam a soberania alimentar no centro das suas economias alimentares locais circulares, cíclicas, bio diversas, saudáveis e sustentáveis. Através destes métodos diversos, os pequenos agricultores estão a alimentar as suas comunidades locais67com alimentos saudáveis e nutritivos enquanto, simultaneamente, preservam a saúde do ecossistema.

Sistemas alimentares agroecológicos são uma forma comprovada para diminuir as emissões de CO2 através do isolamento ativo de gases GEE68.Isto é feito através da reorientação das cadeias alimentares locais para economias alimentares locais, de forma a eliminar os métodos intensivos de combustíveis fóssil e cadeias de fornecimento globais, substituindo-os pela reciclagem de recursos, entradas de pequena intensidade que emitem a nutrição natural, e ciclos hidrológicos para sarar o solo e a biodiversidade69.Também é feito através do fortalecimento dos solos aumentado a biodiversidade deste, contribuindo para fixar o dióxido de carbono de novo nos solos, enquanto reduz a necessidade de fertilizantes químicos e de pesticidas. Solos saudáveis também ajudarão a sustentar o aumento da biodiversidade, reduzindo as pressões de pragas e doenças70.Especificamente, tem sido estimado que através de conversões globais para o agroecológico e para a agricultura orgânica, 40% das emissões de GEE provenientes da agricultura poderiam ser mitigadas num cenário de implementação mínima e cerca de 65% num cenário de isolamentos máximo de carbono71.

Além de fornecer uma solução a longo prazo para as alterações climáticas, a transição para um sistema alimentar e agrícola agroecológico também garantiria sustento a mais de 1.5 biliões, a nível global, de pequenos agricultores, juntamente com o trabalho na procura de assegurar a soberania alimentar nas populações mundiais mais vulneráveis. Em todo o mundo, estas comunidades alimentares já estão a fazer a transição para este caminho ecológico e democrático, semeando assim as sementes de um sistema alimentar nas mãos da comunidade, das mulheres, dos agricultores e dos consumidores, livres do controlo das associações, de venenos, de milhas de comida, de plástico e de patentes. Eles estão a criar resiliência face às crescentes vulnerabilidades ecológicas e económicas, através da reivindicação da semente, da alimentação e do conhecimento enquanto comuns.

As soluções agroecológicas para as alterações climáticas são baseadas numa iniciativa sistémica que reconhece a raiz das nossas crises, percebem profundamente o processamento dos vivos, e, assim, incorporam uma visão diferente do que uma transformação nos nossos sistemas alimentares poderia ser a níveis políticos, socais e económicos. Esta verdade, de que a transformação agroecológica é incompatível com o paradigma agrícola industrial, necessita uma mudança completa do sistema alimentar industrial controlado pelas empresas.

As iniciativas de agroecologia e baseadas na biodiversidade permitem aos agricultores alimentar as suas comunidades locais, enquanto preservam e regeneram o ecossistema – © Navdanya

Assim, na realidade, as estratégias de Gates não têm nada a ver com o fim da pobreza ou com a luta das alterações climáticas. Não há nada de altruísta, modesto ou “otimista” em Gates e na sua fundação. Pelo contrário, é uma tentativa flagrante de acumulação de poder através da imposição teimosa de um paradigma falhado. O nível de influência acumulado por Gates, um bilionário que admite ativamente o seu conhecimento limitado dos problemas que busca resolver, tem como objetivo retirar poder da governança democrática, e pede justiça ecológica e climática substituindo as decisões democráticas, ao substituir as decisões democráticas através do reforço de políticas que aderem com os seus caprichos. Tudo isto enquanto usurpa a tão necessária atenção, fundos, e políticas da transformação diversa agroecológica.

Por outras palavras, Bill Gates e os seus amigos parceiros de negócios privados vão continuar a produzir problemas exponencialmente piores do que aqueles que se propõe a “resolver”, enquanto trabalhando em simultâneo em concentrar cada vez mais poder nas suas mãos através do dogma da tecnologia. Estas tecnologias descritas são usadas como métodos diretos de imposição, sem qualquer avaliação democrática, ética, social ou ecológica. Tudo enquanto substitui sistemas complexos, diversos, auto-organizados e auto poéticos, criando um novo nível de ilusão que nos está a impulsionar rapidamente na direção do colapso.

No final, estão a emergir dois futuros distinto para a alimentação e agricultura – um leva à regeneração do nosso planeta, dos nossos solões, da nossa biodiversidade, da nossa água, das nossas economias rurais locais e do sustento dos agricultores, da nossa saúde e da nossa democracia. O segundo caminho leva ao colapso do ecossistema do nosso planeta e dos sistemas socioeconómicos que sustentam a sociedade. O futuro das diversas espécies, o nosso futuro humano, e o nosso dia a dia depende do caminho que escolhemos tomar.


Autores: Ruchi Shroff, Carla Ramos Cortés, Marion Bessol

Pesquisa: Elisa Catalini

Ilustração da Capa: Marion Bessol

Tradução: Sílvia Tavares (**Tradução feita em Português de Portugal)

© Navdanya International 2021

Navdanya International

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Referências

1 Schwab, Tim. 2021. “Bill Gates, Guerreiro Climático. E Super Emissor.,”16 de fevereiro, 2021. https://www.thenation.com/article/environment/bill-gates-climate-book/.

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3 Gates to a Global Empire, Navdanya international, out. 2020. https://navdanyainternational.org/es/publications/gates-to-a-global-empire/

4 Dentico, Nicoletta. “The Philanthropic Monopoly of Bill and Melinda Gates”, in Gates to a Global Empire, Navdanya international, out. 2020. https://navdanyainternational.org/wp-content/uploads/2021/02/1-THE-PHILANTHROPIC-MONOPOLY-OF-BMGF.pdf

5 Community Alliance of Global Justice / AGRA Watch, “Messengers of Gates’ agenda: how the Cornell Alliance Spreads Disinformation and Discredits Agroecology”, in Gates to a Global Empire. Navdanya international, out. 2020. https://navdanyainternational.org/wp-content/uploads/2021/02/1-MESSENGERS-OF-GATES%E2%80%99-AGENDA.pdf

6 Dentico, Nicoletta. “The Power of Propaganda and the Language of Persuasion”, in Gates to a Global Empire, Navdanya international, out. 2020. https://navdanyainternational.org/wp-content/uploads/2021/02/1-THE-POWER-OF-PROPAGANDA.pdf

7 Schwab, Tim. “Bill Gates, Climate Warrior. And Super Emitter”, feb. 2021, The Nation, https://www.thenation.com/article/environment/bill-gates-climate-book/

8 The Sugar Daddy of Geoengineering’. ETC Group, 14 out 2020. https://etcgroup.org/content/sugar-daddy-geoengineering.

9 Ibid.

10 Dentico, Nicoletta. “Bill & Melinda Gates: the Dystopia of the Green Revolution in Africa”, in Gates to a Global Empire, Navdanya international, out. 2020. https://navdanyainternational.org/wp-content/uploads/2021/02/1-THE-DYSTOPIA-OF-THE-GREEN-REVOLUTION-IN-AFRICA.pdf

11 Wise, Timothy. “Gates Foundation’s Green Revolution Fails Africa’s Farmers”, in Gates to a Global Empire, Navdanya international, out. 2020. https://navdanyainternational.org/wp-content/uploads/2021/02/1-FAILS-AFRICA%E2%80%99S-FARMERS.pdf

12 ““Gates Ag One and the Recolonisation of Agriculture”, in Gates to a Global Empire, Navdanya international, out. 2020. https://navdanyainternational.org/wp-content/uploads/2020/12/GATES-AGONE-Navdanya-layout.pdf

13 Cabaleiro, Fernando. “Gates Ag One in Argentina”, in Gates to a Global Empire, Navdanya international, out. 2020. https://navdanyainternational.org/wp-content/uploads/2021/02/1-GATES-AG-ONE-IN-ARGENTINA.pdf

14 Gates, Bill. “Why I Love Fertilizer”, Gates Notes, 14 Nov. 2018. https://www.gatesnotes.com/Development/Why-I-love-fertilizer

15 S, Robert, et al. ‘Fertilizer Use Responsible for Increase in Nitrous Oxide in Atmosphere’. Berkeley News, 30 nov. 2001. https://news.berkeley.edu/2012/04/02/fertilizer-use-responsible-for-increase-in-nitrous-oxide-in-atmosphere/

16 Bill Gates: GMOs Will End Starvation in Africa. Wall Street Journal on YouTube. https://www.youtube.com/watch?v=s2jHpyJAHCU

17 Latham, Jonathan. ‘God’s Red Pencil? CRISPR and Myths of Precise Genome Editing’. Independent Science News, 25 abr. 2016. https://www.independentsciencenews.org/science-media/gods-red-pencil-crispr-and-the-three-myths-of-precise-genome-editing/

18 Herper, Matthew. ‘Bill Gates And 13 Other Investors Pour $120 Million Into Revolutionary Gene-Editing Startup’. Forbes, https://www.forbes.com/sites/matthewherper/2015/08/10/bill-gates-and-13-other-investors-pour-120-million-into-revolutionary-gene-editing-startup/

19 Biovision Foundation for Ecological Development & IPES-Food. Money Flows: What is holding back investment in agroecological research for Africa? Biovision Foundation for Ecological Development & International Panel of Experts on Sustainable Food Systems, 2020. http://www.ipes-food.org/_img/upload/files/Money%20Flows_Full%20report.pdf

20 ‘The Global Commission on Adaptation’. Global Center on Adaptation, https://gca.org/about-us/the-global-commission-on-adaptation/

21 ‘5 Ways Technology Is Helping Farmers to Adapt’. Global Center on Adaptation, 12 dez. 2020, https://gca.org/5-ways-technology-is-helping-farmers-to-adapt/

22 Loboguerrero Rodriguez, Ana María, et al. Feeding the World in a Changing Climate: An Adaptation Roadmap for Agriculture. Working Paper, The Global Commission on Adaptation, out. 2018. cgspace.cgiar.org, https://cgspace.cgiar.org/handle/10568/97662.

23 ‘DSM Names Feike Sijbesma Honorary Chairman’, DSM, 20 Jan. 2020. https://www.dsm.com/corporate/news/news-archive/2020/03-20-dsm-names-feike-sijbesma-honorary-chairman.html

24 BEV Board & Investors, Breakthrough Energy. https://www.breakthroughenergy.org/investing-in-innovation/bev-board-and-investors

25 Motif Foodworks, http://madewithmotif.com/

26 Ginkgo Bioworks, https://www.ginkgobioworks.com/

27 About, Motif Foodworks, https://madewithmotif.com/about/

28 Nature’s Fynd https://www.naturesfynd.com/

29 BioMilq, https://www.biomilq.com/

30 Lane, Jim. ‘Pivot Bio Raises $100M as It Proves out Why It’s Agtech’s Next Billion-Dollar Baby’, Biofuels Digest. 6 de maio 2020. https://www.biofuelsdigest.com/bdigest/2020/05/06/pivot-bio-raises-100m-as-it-proves-out-why-its-agtechs-next-billion-dollar-baby/

31 Policy Solutions, Breakthrough Energy. https://www.breakthroughenergy.org/us-policy-overview

32 Temple, James. ‘Bill Gates: Rich Nations Should Shift Entirely to Synthetic Beef’. MIT Technology Review, 14 de fevereiro, 2021. https://www.technologyreview.com/2021/02/14/1018296/bill-gates-climate-change-beef-trees-microsoft/

33 Saigol, Lina and Keown, Callum. ‘Is Cell-Based Meat the Next Big Thing? Here Are 5 Companies Leading the Revolution’. MarketWatch, 8 de outubro 2020. https://www.marketwatch.com/story/is-cell-based-meat-the-next-big-thing-here-are-5-companies-leading-the-revolution-2020-10-06

34 Sustainability, Impossible Foods, https://impossiblefoods.com/sustainable-food

35 Santo, Raychel E., et al. ‘Considering Plant-Based Meat Substitutes and Cell-Based Meats: A Public Health and Food Systems Perspective’. Frontiers in Sustainable Food Systems, vol. 4, ago. 2020, p. 134. https://doi.org/10.3389/fsufs.2020.00134

36 Muraille, Eric. ‘“Cultured” Meat Could Create More Problems than It Solves’. The Conversation, nov. 28, 2019. http://theconversation.com/cultured-meat-could-create-more-problems-than-it-solves-127702

37 Thomas, Pat. ‘6 Reasons Impossible Burger’s CEO Is Wrong About GMO Soy’. Common Dreams, 21 de maio, 2019. https://www.commondreams.org/views/2019/05/21/6-reasons-impossible-burgers-ceo-wrong-about-gmo-soy

38 Honeycutt, Zen. ‘GMO Impossible Burger Positive for Carcinogenic Glyphosate’. Moms Across America, 16 de maio, 2019. https://www.momsacrossamerica.com/gmo_impossible_burger_positive_for_carcinogenic_glyphosate

39 Beyond Meat May Be Bad For The Environment’, Seeking Alpha, 22 de junio, 2020. https://seekingalpha.com/article/4355008-beyond-meat-may-be-bad-for-environment

40 FAQ, Beyond Meat, https://www.beyondmeat.com/faqs/

41 ‘Our Global Food System Is the Primary Driver of Biodiversity Loss’. UN Environment, mar. 2, 2021, http://www.unep.org/news-and-stories/press-release/our-global-food-system-primary-driver-biodiversity-loss

42 Advantages and Disadvantages of Monoculture Farming’. Conserve Energy Future, mar. 1, 2020, https://www.conserve-energy-future.com/advantages-disadvantages-examples-monoculture.php.

43 ‘Beyond Meat May Be Bad For The Environment’, Seeking Alpha, jun. 22, 2020. https://seekingalpha.com/article/4355008-beyond-meat-may-be-bad-for-environment

44 Lawrence, Mark A., and Phillip I. Baker. ‘Ultra-Processed Food and Adverse Health Outcomes’. BMJ (Clinical Research Ed.), vol. 365, maio 2019, p. l2289. PubMed. https://doi.org/10.1136/bmj.l2289

45 Lawsuit Challenging FDA Approval of Novel Genetically Engineered Color Additive That Makes Impossible Burger’. Center for Food Safety, jan. 29, 2021. https://www.centerforfoodsafety.org/press-releases/6256/lawsuit-challenging-fda-approval-of-novel-genetically-engineered-color-additive-that-makes-impossible-burger-bleed-moves-forward

46 ‘Rat Feeding Study Suggests the Impossible Burger May Not Be Safe to Eat’. GMO Science, June 25, 2019. https://www.gmoscience.org/rat-feeding-studies-suggest-the-impossible-burger-may-not-be-safe-to-eat/

47 Keough, Sara. ‘Artificial Animals – Part 2: The Hidden Dangers of Processed Plant Proteins’. Understanding Ag, jan. 13, 2021, https://understandingag.com/artificial-animals-part-2-the-hidden-dangers-of-processed-plant-proteins/

48 [1] Kleeman, Jenny. ‘“I Want to Give My Child the Best”: The Race to Grow Human Breast Milk in a Lab’. The Guardian, nov. 14, 2020, http://www.theguardian.com/lifeandstyle/2020/nov/14/i-want-to-give-my-child-the-best-the-race-to-grow-human-breast-milk-in-a-lab.

49 Van Vliet, Stephan, et al. ‘Plant-Based Meats, Human Health, and Climate Change’. Frontiers in Sustainable Food Systems, vol. 4, out. 2020, p. 128. https://doi.org/10.3389/fsufs.2020.00128

50 Lucas, Amelia. ‘Are Beyond Meat’s Plant-Based Burgers Healthier than Red Meat? Dietitians Say No.’ CNBC, 4 de julho 2019. https://www.cnbc.com/2019/07/03/are-beyond-meats-burgers-healthier-than-red-meat-dietitians-say-no.html

51 Patents Assigned to Impossible Foods Inc. Justia Patents Search. https://patents.justia.com/assignee/impossible-foods-inc?fbclid=IwAR1SbkDSsW51kGKtGB6tVj5VIBDV_bRPNS37lEeirUkqAsX99Z0xc7htdb0

52 Itzkan, Seth. “Software to Swallow. Impossible Foods Should Be Called Impossible Patents”, em Gates to a Global Empire, Navdanya international, out. 2020. https://navdanyainternational.org/wp-content/uploads/2020/10/SOFTWARE-TO-SWALLOW.pdf

53 Bellon, Tina. ‘Bayer Sees Potential Future Business in Plant-Based Meat Market’. Reuters, 1 de agosto, 2019. https://www.reuters.com/article/us-bayer-agriculture-food-idUSKCN1UR5SF.

54 Purdy, Chase. ‘Functional Foods Are Boring. Someone Tell Silicon Valley.’ Quartz, set. 1, 2018. https://qz.com/quartzy/1375904/functional-foods-are-boring-someone-tell-silicon-valley/

55 Roulac, John W. ‘Making America’s Rivers Blue Again: Connecting the Dots Between Regenerative Agriculture and Healthy Waterways’. Common Dreams, feb. 17, 2021. https://www.commondreams.org/views/2021/02/17/making-americas-rivers-blue-again-connecting-dots-between-regenerative-agriculture

56 Reeder, J. D., and G. E. Schuman. ‘Influence of Livestock Grazing on C Sequestration in Semi-Arid Mixed-Grass and Short-Grass Rangelands’. Environmental Pollution, vol. 116, no. 3, mar. 2002, pp. 457–63. https://doi.org/10.1016/S0269-7491(01)00223-8

57 Teague, W. R., et al. ‘The Role of Ruminants in Reducing Agriculture’s Carbon Footprint in North America’. Journal of Soil and Water Conservation, vol. 71, no. 2, mar. 2016, pp. 156–64. https://doi.org/10.2489/jswc.71.2.156

58 Comparative Environmental LCA of the Impossible Burger with Conventional Ground Beef Burger’, Quantis, feb. 2019. https://assets.ctfassets.net/hhv516v5f7sj/4exF7Ex74UoYku640WSF3t/cc213b148ee80fa2d8062e430012ec56/Impossible_foods_comparative_LCA.pdf

59 ‘Carbon Footprint Evaluation of Regenerative Grazing at White Oak Pastures’, Quantis, feb. 2019. https://blog.whiteoakpastures.com/hubfs/WOP-LCA-Quantis-2019.pdf

60 Khoury, C. K., et al. ‘Increasing Homogeneity in Global Food Supplies and the Implications for Food Security’. Proceedings of the National Academy of Sciences, vol. 111, no. 11, mar. 2014, pp. 4001–06. https://doi.org/10.1073/pnas.1313490111

61 Beyond Meat Announces Strategic Global Agreement with McDonald’s’. GlobeNewswire NewsRoom, 25 de feb., 2021. https://www.globenewswire.com/news-release/2021/02/25/2182964/0/en/Beyond-Meat-Announces-Strategic-Global-Agreement-with-McDonald-s.html

62 Food and Climate Change: The Forgotten Link.” Grain, 28 de setembro, 2011. https://www.grain.org/e/4357

63 O Site Oficial da Agricultura Natural de Masanobu, https://f-masanobu.jp/en/

64 Portal de Regiões Eco. https://www.ecoregion.info/

65 Bancos Comunitários de Sementes, Navdanya. https://www.navdanya.org/site/living-seed/navdanya-seed-banks

66 ‘Looking beyond the Spread on Our Tables, India Together’, India Together, 13 de março, 2014. http://indiatogether.org/articles/tribal-food-fest-underlines-food-diversity-agriculture

67 First Draft of the Policy Recommendation on “Agroecological and other innovative approaches”, CSM’s Preliminary Response, http://www.csm4cfs.org/wp-content/uploads/2017/12/CSMComments_FirstDraft_CFSPolicyRecs_Final.pdf

68 “Regenerative Organic Agriculture and Climate ChangeA Down-to-Earth Solution to Global Warming.” 2020. Rodale Institute. https://rodaleinstitute.org/wp-content/uploads/rodale-white-paper.pdf.

69 Altieri, Miguel A., and Clara I. Nicholls. 2020. “Agroecology and the Reconstruction of a Post-COVID-19 Agriculture.” The Journal of Peasant Studies 47 (5): 881–98. https://doi.org/10.1080/03066150.2020.1782891.

70 Altieri, Miguel, and Clara Nicholls. 2004. Biodiversity and Pest Management in Agroecosystems. 2nd Edition. New York: CRC Press..

71 (Skinner, C., Gattinger, A., Krauss, M. et al. The impact of long-term organic farming on soil-derived greenhouse gas emissions. Sci Rep 9, 1702 (2019). https://doi.org/10.1038/s41598-018-38207-w ).

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